A Elis de hoje: o que me faz levantar todos os dias?

Hoje, olhando para a mulher que me tornei pela lente da Astrologia, reconheço uma combinação muito bonita entre sensibilidade, liberdade, busca de sentido e pertencimento.
Nasci com o Sol em Peixes e a Lua em Aquário, uma combinação que une o coração sensível à necessidade de compreender a vida de um jeito próprio.
Peixes me lembra que eu não consigo viver apenas na superfície. Preciso sentir, perceber, imaginar, criar significado.
Preciso acreditar que existe algo maior por trás das experiências e que toda pessoa carrega uma história que merece ser escutada.
A Lua em Aquário, por outro lado, me lembra que minha família não precisa seguir um modelo convencional para ser família.
E talvez essa seja uma das coisas que mais reconheço em mim hoje. Minha família é atípica, grande, afetiva e construída por escolhas. formada pelo meu filho, Geovanni, que é uma das grandes razões pelas quais eu acordo todos os dias. Minhas irmãs e sobrinhos... É formada pelos nossos filhos — os meus e os do Bernardo — e pelos nossos netos, que ampliam a nossa história e me fazem perceber que o amor também se multiplica através das gerações.
Mas minha ideia de família foi ficando ainda maior ao longo da vida. Família também são aquelas pessoas que chegam e, de alguma maneira, permanecem.
São os amigos. Os parceiros de caminhada. As pessoas que cruzaram minha história e deixaram alguma coisa de si.
São aqueles que, em algum momento, escolhem compartilhar a vida comigo e que eu reconheço como irmãos de jornada. Talvez essa seja uma das expressões que melhor definem a Elis de hoje: eu não quero mais colecionar pessoas; quero compartilhar caminhos.
Aos 52 anos, não sinto mais tanta necessidade de provar quem sou. Tenho mais interesse em viver quem sou. Quero acordar e saber que existe alguém para amar, alguém para abraçar, uma conversa para ter, uma ideia para realizar, uma casa para cuidar, um projeto para colocar no mundo, uma pessoa para acolher, um pôr do sol para contemplar.
Quero continuar aprendendo.
Continuar me surpreendendo.
Continuar criando.
Continuar tendo coragem para mudar de ideia e para começar novamente.
E existe algo profundamente pisciano nisso: a vida, para mim, precisa ter alma.
Não basta funcionar.
Não basta produzir.
Não basta acumular.
Eu preciso sentir que aquilo que estou fazendo tem significado. Por isso o Espaço Out e In também é tão importante para mim. Ele é uma extensão dessa mulher que sou hoje: um lugar onde pessoas diferentes podem chegar, respirar, conversar, aprender, cuidar de si e simplesmente existir por um instante. Mas, quando penso no que realmente me inspira a levantar todos os dias, a resposta é muito mais simples.
É o amor.
O amor pelo meu filho.
O amor pela minha família.
O amor pelo Bernardo e pela família que construímos juntos.
O amor pelos nossos filhos e netos.
O amor pelos amigos que se tornaram irmãos.
O amor pelas pessoas que confiam em mim.
O amor pela natureza, pelo mar, pela minha casa, pelos meus projetos.
E, depois de tudo que vivi, o amor pela própria vida. Hoje entendo que minha maior obra não é um espaço, um livro, uma profissão ou qualquer coisa que possa ser colocada em uma vitrine. Minha maior obra é a família que construí e todos os vínculos de amor que escolhi cultivar. Porque, no fim, talvez seja isso que realmente fique de nós: não aquilo que acumulamos, não os títulos que recebemos, não o quanto produzimos, mas as pessoas que puderam se sentir amadas, acolhidas e mais vivas porque compartilharam um pedaço da caminhada conosco.
E é por isso que eu acordo. Para viver mais um dia dessa grande e imperfeita obra que ainda está sendo construída. Minha vida. Minha família. Meus encontros. Minha jornada.
E, enquanto houver caminho, eu quero continuar caminhando — de dentro para fora.




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