Qual a sua dor, qual o limite da sua dor...
- Elis Nicolosi

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O que é DOR para você? - por Elis Nicolosi - Espaço Out e In Terapias
Oi oi família da terra 🌍 Acordei inspirada. 🤗 Como está se sentindo hoje? Essa é mais uma das minhas reflexões, mas também pode ser de cada um que se conecta com esse momento. A dor física é apenas o eco de um estrondo muito mais profundo: as fissuras na alma. Vivemos em um mundo onde o apego emocional é frequentemente confundido com amor, criando raízes que, em vez de nutrir, nos acorrentam a expectativas e versões estáticas de quem amamos e de nós mesmos.

Acredito que a verdadeira dor da alma nasce do medo da impermanência. Sofremos não apenas pelo que perdemos, mas pela insistência em segurar o que já seguiu seu fluxo natural. E o sofrimento é potencializado quando não olhamos e tratamos essa dor que não é física. Esse apego transforma memórias em âncoras e o futuro em uma fonte de ansiedade, impedindo o espírito de repousar no único lugar onde a cura é possível: o agora.
Refletir sobre as dores da alma exige a coragem de olhar para as nossas "feridas invisíveis" — a rejeição, o luto não processado e a busca incessante por aprovação externa. Diferente de um corte na pele, a alma não cicatriza apenas com o tempo; ela exige consciência e aceitação. É preciso compreender que a dor não é um erro do destino, mas um convite à transmutação.
Para trilhar um caminho de cura, considere estas reflexões:
Diferencie Amor de Posse: O amor liberta; o apego sufoca. Pergunte-se se você ama a pessoa ou a segurança que ela lhe proporciona.
Acolha a Impermanência: Tudo na Terra é cíclico. Aceitar que as fases da vida terminam ajuda a aliviar o peso da resistência.
Pratique o Autoacolhimento: Muitas dores persistem porque somos nossos juízes mais severos. Atualmente, você pode encontrar recursos de apoio emocional de várias formas e inclusive de maneira gratuita. No site do Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece escuta acolhedora para momentos de crise. Estar em contato com a natureza e aprender com ela. Um amigo em que confia. Uma sessão de Terapia, enfim...
Busque Sentido na Jornada: A dor da alma muitas vezes aponta para onde precisamos crescer. Se houver interesse em aprofundar o autoconhecimento, em meu site tem outras reflexões e muitas formas para você se aprofundar.
Hoje, com as redes sociais, o que não falta é material e estímulos para sua reflexão. Mas, o trabalho e mudança de postura é sua e é agora. A partir do momento que você levou um conhecimento para dentro do seu coração, porque fez sentido para você. Pratique! Cada momento é o seu melhor que está atuando. Na luz ou na sombra. Consciente ou inconscientemente.
Desejo que cada membro desta família chamada Terra possa entender que, embora a dor seja inevitável na experiência humana, o sofrimento causado pelo apego é opcional. Que possamos aprender a soltar as mãos do que passou, para que nossos braços estejam livres para abraçar a vida que se apresenta hoje.
Quando caminhamos em busca de sabedoria, com o propósito de maturidade, muitas vezes, com o avançar dos anos, a dor deixa de ser apenas um incômodo nas articulações para se tornar um sussurro constante na alma. É o medo do desconhecido, o receio da despedida e, principalmente, o peso do apego emocional a uma identidade, a uma casa ou a uma rotina que o tempo insiste em transformar.
A maior dor não é o fim da jornada, mas a desistência de caminhar antes mesmo de chegar ao destino. O medo da morte, quando mal compreendido, torna-se um véu que obscurece a beleza do presente, fazendo com que muitos de nós deixem de viver o "todo" para apenas esperar pelo fim. Mas a alma, diferentemente do corpo, não envelhece; ela apenas acumula luz ou sombras.

É preciso refletir que a morte não é o oposto da vida, mas parte dela. Quando nos apegamos excessivamente à ideia de quem fomos, perdemos a chance de descobrir quem ainda podemos ser hoje. A alma não precisa de pressa, ela precisa de presença.
Para redescobrir o valor de cada amanhecer neste 2026, convido você a estas reflexões:
Honre a sua História, mas não seja Prisioneiro dela: Suas memórias são tesouros, não correntes. Use-as para ensinar, não para se lamentar pelo que passou.
O "Todo" está no Hoje: A vida não acontece em grandes eventos futuros, mas no sabor do café, no calor do sol e no olhar de quem está ao seu lado agora.
Transforme o Medo em Legado: Em vez de temer a partida, pergunte-se: "Como posso deixar um rastro de paz hoje?". O serviço ao próximo e o afeto são remédios potentes para a angústia da alma.
Busque Conexão e Apoio: Solidão e medo podem ser enfrentados com diálogo. Se sentir que o peso está grande demais, busque alguém que possa confiar. Independente da sua idade, próximo a você pode encontrar grupos ou pessoas que de alguma forma no encontro, fará aquela troca gostosa. Viver e conviver é uma arte, que para cada um, virá a inspiração do coração para por em prática da melhor forma.
Não desista de viver a plenitude do seu dia. A vida não se mede pelo tempo que resta, mas pela intensidade do amor e da consciência que colocamos em cada respiração. Que a sua alma possa descansar na certeza de que cada dia é uma oportunidade inteira de ser feliz.
Ao olhar para dor do próximo, reflita sobre sua vida e tudo que ainda pode mudar enquanto está vivo. Ao observarmos a dor do próximo, somos convidados a olhar para um espelho que não reflete apenas rugas ou cicatrizes, mas a nossa própria humanidade compartilhada. Muitas vezes, ao testemunhar o sofrimento de alguém ao nosso lado — seja um amigo que enfrenta a solidão ou um desconhecido que carrega o luto — somos lembrados de que a alma humana é sensível e, ao mesmo tempo, incrivelmente resiliente.
Olhar para a dor alheia não deve servir para nos entristecer, mas para nos despertar. Essa observação é um chamado à gratidão e, acima de tudo, um lembrete de que enquanto houver respiração, há a possibilidade de mudança. Quando você muda, tudo muda em seu entorno. Viva cada nova experiência...
Refletir sobre a vida através da dor do outro nos revela que:
O tempo é um recurso elástico: Não importa se você tem 1, 21... 60, 80 ou 90 anos; o "resto da vida" começa agora. A dor do próximo nos mostra que adiar a alegria ou o perdão é um risco desnecessário.
O desapego é liberdade: Quando vemos alguém sofrendo por segurar o que já passou, entendemos que podemos escolher soltar as nossas próprias âncoras. Mudar de opinião, de hábito ou de sentimento é um direito que permanece conosco até o último suspiro.
A dor pode ser transmutada em propósito: Ao ver a necessidade do outro, descobrimos que ainda temos muito a oferecer. Às vezes, a mudança que precisamos em nossa vida é simplesmente passar de alguém que "espera o tempo passar" para alguém que "estende a mão".
Se você sente que parou no tempo ou que o medo do futuro paralisou seus passos, lembre-se de que a alma não tem data de validade para se renovar. Você pode buscar novos sentidos e conexões através de projetos de voluntariado, como os listados na plataforma Atados, que conecta pessoas a causas sociais, provando que sua experiência é valiosa e necessária. Ou simplesmente, tirar aquele sonho da gaveta e tentar realizar agora.
Não olhe para a dor do próximo com autopiedade, mas com a consciência de que você ainda está aqui, presente e capaz. Que a fragilidade do outro seja o combustível para a sua força. Mude o que ainda lhe traz amargura porque amar cura. Peça o perdão que ficou guardado e viva o seu dia com a integridade de quem sabe que a vida é um milagre que se renova a cada manhã.
Com amor e espiritualidade, EU SOU, Elis Nicolosi. Como eu posso te ajudar?








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